domingo, outubro 24, 2010

Confissão



As palavras não me salvam...
Não! Nelas, me perco.
Da minha frouxidão
sinto o aperto...
Mas,... se entro na linha
estou à margem;
não sou eu!

À deriva, tento o milagre, -
vinagre em vinho.
Embriago-me do impossível...

Entorpecida,
adivinho-me...

ju rigoni (2000)


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Dormentes, Medo de Avião, Navegando, Fundo de Mim (no wp)

22 comentários:

angela disse...

E como o faz bem!
beijos

Lara Amaral disse...

Lindo, Ju!

Beijo.

Eliane F.C.Lima disse...

Embriaguez, Ju, que nos engolfa a todas(os): a autoadivinhação acaba se tornando um processo coletivo. Pura mágica dos estados líricos.
Eliane F.C.Lima

Tania regina Contreiras disse...

Lúcida e maravilhosa sempre, Ju. Sim, embriaada e embriante sempre também, de poesia, que amo.
Beijos,

Graça Pereira disse...

Querida Ju
É possível que as palavras sejam uma perdição mas, são nelas que os poetas se encontram e se deixam advinhar...
Mais um poema onde as palavras não são adiadas, como sempre!
Beijo
Graça

Nadine Granad disse...

Vim beber de suas palavras e saio de pernas tortas!...

Profundo... sempre!


Beijos =)

Olívia Comparato disse...

Desses poemas que, uma vez lidos, ficam tatuados. Muito belo!
beijo grande

Colecionadora de Silêncios disse...

Ju, querida, vc sempre encantando com o seu canto! :)

Amei!
Vc é maravilhosa!

Beijos

Carlos de Thalisson T. Vasconcelos disse...

Bêbado aqui de prazer em ler você. Muito bom.

Nilson Barcelli disse...

Fabuloso, querida amiga Ju. O seu poema é excelente.
Beijos.

Wanderley Elian Lima disse...

Oi Ju
Bom mesmo é viver o inesperado, é correr os riscos.
Bjux

Tais Luso disse...

‘As palavras não me salvam...
Não! Nelas, me perco’.

Querida Ju: certos poemas nos dão, muitas vezes, múltiplas interpretações. Seria mais ou menos como uma obra abstrata que, com pinceladas seguras o artista dá seu recado. E, os que apreciam a obra, tiram suas conclusões. Assim são vários poemas, elaborados e lindos.
Nem sempre o que dizemos, em linhas, ou na vida, no tête-à-tête, são assimilados e interpretados como realmente queremos. Assim, nossas palavras são armas que podem se tornar contra ou a favor de nossas intenções.

Beijo grande
Tais luso

Vitor Chuva disse...

Olá, Ju!

Obrigado por se ter feito minha seguidora.Aqui chegado, a dificuldade está em decidir em que blogue me fazer seu seguidor.Sou mais dado a ler prosa do que poesia, ainda que goste de ambos. Gostei muito do texto sobre a campanha eleitoral, mas fiquei sem saber se o blogo está activo, senão seria esse que escolheria.
Assim, olhe, fico por aqui!
Gosto muito do poema, do bonito troacadilho de palavras que usa para construir a ideia - e voltarei.

Beijinhos.
Vitor

Sonia Pallone disse...

Que lindo Ju! Vc tem um jeito estiloso de escrever poesia...brinca com as palavras, dança com elas...Um beijo, minha querida, obrigada pelas pegadas carinhosas lá no meu cantinho.

Poemas Tecidos disse...

"Confissão", um poema pleno, cheio de essência de uma grande poetisa.

E de olho no "Eus", concordo totalmente que o eu do poema nem sempre é o eu do poeta. Eu nem sei quem são os "eus" dos meus. Não os conheço bem por dentro, apenas sei que eles s emanifestam, têm sentimentos e talvez saibam mais d emim do que eu deles.

Abraços.

lis disse...

ju
sabe que as palavras tem sido o meu alimento por algum bom tempo? sem elas só o vazio.
e me perco nas ternuras contidas nelas.
adorando seu "Fundo de mim "
vou ficar por aqui e voltar sempre.
obrigada pelo comentário sobre esse momento difícil que temos nesse domingo, escolher o chefe de uma nação! e nem todos conseguem avaliar a importância.
abraços bom fim de semana

Eduardo Trindade disse...

Oi!
Muito bom, gostei!
Há palavras que servem mesmo não para confortar, mas para provocar... Isso às vezes também é necessário.
Abraços!

AC disse...

Ju,
A sua poesia encanta-me sempre.
Agradeço-lhe o talento, pois tem-me proporcionado belas e profundas viagens.

beijo :)

dade amorim disse...

Nem sempre, as palavras...
só às vezes
quando se encontra
a chave.

Beijo, Ju querida.

Andrea de Godoy Neto disse...

e assim, ébria do impossível, adivinhas-te tão bem...

beijos, qerida!

ju rigoni disse...

Aos amigos

Angela, Larinha, Eliane, Tania, Graça, Nadine, Olivia, Patrícia, Carlos, Nilson, Wanderley, Taís, Vítor, Soninha, Luciene, Lis, Eduardo, AC, Dade, Andrea...

meu beijo, meu abraço, e meu muito obrigada pela visita e comentário.

Inté!

Fanzine Episódio Cultural disse...

COMO PARTICIPAR NAS EDIÇÕES DO EPISÓDIO CULTURAL?

O Fanzine Episódio Cultural é uma publicação bimestral sem fins lucrativos, distribuído na região sul de Minas Gerais, São Paulo (capital), Belo Horizonte e Salvador-BA. Para participar basta mandar um artigo: poema, um conto que não ultrapasse 1 folha inteira no word (Times Roman 12). Pode mandar também artigos que abordem: cinema, teatro, esporte, moda, saúde, comportamento, curiosidades, folclore, turismo, biografias, sinopses de livros, dicas
de sites, institutos culturais, entre outros.

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Mande em anexo uma foto pessoal para que seja publicada juntamente com a sua matéria.. Mande também (se desejar) uma imagem correspondente ao assunto abordado. Caso o artigo não seja de sua autoria, favor informar a fonte.

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