
Novamente,
outra vez,
de novo...
O mundo, a redundar
no seu redondo rodar,
insiste em impor
ao presente
remotas teimas
remotas
que há muito
deveriam estar mortas...
O recém-nascido
é tão antigo...
Parece com o pai
ou com a mãe?...
Nessa face enigmática
está o teorema,
a matemática
do poema
dado a luzes
em tema, tempo e lugar,
com ou sem
ritmo, rima, estética!...
Pecado?
Há quem o leia
como a jogar um jogo!...
Redunda o mundo,
redundam os problemas, -
os poemas redundarão,
ou não...
Guardarão, sim, sua memória,
mas não hão de negar-se
a novas histórias
porque são...
poemas.
Entregam-se em versos
ao planeta que gira
em todas as rodas, -
circulam;
passam e repassam...
Reconfiguram-se
ao olhar dos tantos pais
que não usam as mãos
para trocar-lhes as fraldas...
secas,
sujas,
ou molhadas...
(Eca!?)
Interpretações!
Maduros;
verdes...
Adultos;
embriões...
Que bênção!
Poemas...
ju rigoni (1989)
imagem obtida via google.
Visite também
Medo de Avião, Dormentes e Navegando...




11 comentários:
Que poema redondo, sem arestas, bonito.
beijos
Roda-viva...
Uma ótima semana, minha cara!
Beijo grande!
Vim conhecer teu espaço também e gostei muito do que li, já linkei para não perder de vista!
Te convido a conhecer o Ilha da Magia, blogger onde me arrisco a rabiscar supostos poemas
http://schmorantz.wordpress.com/
o link está em leia mais, no meu tradicional espaço.
beijos
Olá Ju, visitei seu blog, atraves do blog da amiga do céu aberto.. amei... que benção sua escrita... Parabéns e tenha uma semana linda com lindos poemas para descrever e nos contar. abraços Giovanna
Oi, Ju, vim agradecer tuas visitas aos meus blogs, e comentários - sobre a vida, quem não gostaria de dar uma retornadinha!? Ah, se fosse possível!... Mas já pensaste quantos eleitores, se pudessem voltar alguns anos no tempo,anulariam seus votos, conscientes da besteira que haviam feito?
Sobre "em Círculo", amei! Interessente o enfoque que deste aos poemas... E realmente, são bênçãos.
Té mais.
Beijos.
Em Tempo: Oi, Ju, quando puderes dá uma olhadinha em minha última postagem em Poliantéia.
Bjs.
Ju,
A metalinguagem é uma constante na poesia. Acho que o poeta é sempre um pouco narcisista, pois olha intermitentemente para si, quando olha para a poesia. O poeta sempre é a sua poesia. Então é um narcisismo muito saudável esse. E todo mundo ganha com ele.
Eliane F.C.Lima
À Angela, Lara, Sonia, Giovanna, Eloah e Eliane agradeço a visita e o comentário.
Bjs e inté!
O mundo gira, a caravana passa,mas
a poesia continua!
Beijos
Parabéns, Ju, pelo seu belo poema.
Abraços,
Pedro.
Agradeço as visitas e comentários de Cirandeira e Pedro Luso.
Bjs e inté!
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