
Vez em quando olha as estrelas
e às vezes, -
não raramente -,
é olhado por elas
tão generosamente
que supõe alcançá-las...
Algum brilho
sempre lhe caiu bem...
No mágico tormento
percebe que toda beleza,
toda tristeza, toda alegria,
guardam luz e escuridão
em desigual proporção...
O corpo é só movimento...
Quem o controla?...
O pensamento cintila...
apaga-acende-apaga...
Não! Sim! Não!...
Em tempo,
dá-se conta
dos pés sobre o chão...
Rende-se à própria natureza, -
ao ouro da contemplação
registrada a caneta
no infinito branco do papel, -
agora, mais que um canudo...
Tudo!
Céu... a cafungar palavras,
que brilham outro brilho...
...a reac(s)ender a própria
e decadente estrela...
ju rigoni (1993)
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Dormentes e Medo de Avião.




8 comentários:
Não gosto quando os pés percebem o chão novamente, mas uma hora temos de voltar...
Poema lindo.
Vc escreve belamente, Ju. Gosto muito de vir aqui.
Oi Ju, obrigado pela visita ao meu blog e por estar me seguindo. Adorei seus poemas, vou te seguir neste blog.
Beijos
Poema bonito, deu uma olhada no blog e gostei.
beijos
Oi Ju, aspiração que veio com inspiração... Bonito e expressivo poema. Gostei do seu estilo de escrita poética e passo a te seguir também. Obrigada por seu carinho. Um abraço.
Adorei! Esta sou eu, que de vez em quando olha as estrelas, viaja, mas em seguida se dá conta que o melhor é manter os pés no chão. Mas como resistir às estrelas?
Beijos, Ju.
Ju,
Quem olha e que é olhado?!
Teia ou Rede Infinita.
Beijos,
Marcelo.
muito lindo ! prazer e honra estar aqui , fazendo parte do seu circulo de amizades ! um beijo !
Agradeço aos amigos que dedicaram leitura aos meus escritos.
Bjs e inté!
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