Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Aspiração...




Vez em quando olha as estrelas
e às vezes, -
não raramente -,
é olhado por elas
tão generosamente
que supõe alcançá-las...

Algum brilho
sempre lhe caiu bem...

No mágico tormento
percebe que toda beleza,
toda tristeza, toda alegria,
guardam luz e escuridão
em desigual proporção...

O corpo é só movimento...
Quem o controla?...
O pensamento cintila...
apaga-acende-apaga...
Não! Sim! Não!...

Em tempo,
dá-se conta
dos pés sobre o chão...

Rende-se à própria natureza, -
ao ouro da contemplação
registrada a caneta
no infinito branco do papel, -
agora, mais que um canudo...
Tudo!
Céu... a cafungar palavras,
que brilham outro brilho...
...a reac(s)ender a própria
e decadente estrela...

ju rigoni (1993)


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8 comentários:

Lara Amaral disse...

Não gosto quando os pés percebem o chão novamente, mas uma hora temos de voltar...

Poema lindo.

Vc escreve belamente, Ju. Gosto muito de vir aqui.

Wanderley Elian Lima disse...

Oi Ju, obrigado pela visita ao meu blog e por estar me seguindo. Adorei seus poemas, vou te seguir neste blog.
Beijos

angela disse...

Poema bonito, deu uma olhada no blog e gostei.
beijos

Úrsula Avner disse...

Oi Ju, aspiração que veio com inspiração... Bonito e expressivo poema. Gostei do seu estilo de escrita poética e passo a te seguir também. Obrigada por seu carinho. Um abraço.

Daniela Figueiredo disse...

Adorei! Esta sou eu, que de vez em quando olha as estrelas, viaja, mas em seguida se dá conta que o melhor é manter os pés no chão. Mas como resistir às estrelas?
Beijos, Ju.

Marcelo Novaes disse...

Ju,


Quem olha e que é olhado?!


Teia ou Rede Infinita.





Beijos,








Marcelo.

MOISÉS POETA disse...

muito lindo ! prazer e honra estar aqui , fazendo parte do seu circulo de amizades ! um beijo !

ju rigoni disse...

Agradeço aos amigos que dedicaram leitura aos meus escritos.

Bjs e inté!