
Sementes repousam
na palma da mão calejada...
Florestas inteiras, -
gerações e gerações de árvores,
frondosas e parideiras,
acomodam-se indefesas
no calor, na aspereza
da mão íntima do chão.
De calos e bênçãos
ela é feita...
Apura a semeadura;...
não renega a ternura,
a beleza do encontro
da semente com a terra.
Deita-as ao leito sagrado,
e, em regas, o amor se faz...
Nobre é essa mão rude, suada...
A mão que na lida
é sabedoria e presteza...
A mão que segura e semeia
a grandeza da natureza;
A mão que reaviva
as lições esquecidas...
Ah, como é prudente
plantar boas sementes...
Amar,... compreender
a simplicidade da vida...
ju rigoni (1998)
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1 comentários:
O bom desse teu novo blogue é que me dá a oportunidade de conhecer teus poemas antigos. Muito bom ler-te!
Beijos
Ariadna Garibaldi
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